Ao refletir sobre uma forma de como organizar uns pensamentos, resolvi postar aqui, mesmo que seja lido. De certo modo, pode servir de ajuda, não sei. O que importa é que depois de diálogos e observações, resolvi - precipitadamente, ou até erroneamente - classificar o estado das pessoas. Bem, o paradoxo indagado no título vem me instigado bastante recentemente e não estou querendo criticar nada, como só o faço de costume.
Independentemente da situação, sem querer dar ênfase a nenhum caso específico, percebe-se que "humanos" são dominados por diversos tipos de emoções. No entanto, há casos e casos em que se vem à tona. Ou pode nem mesmo vir. Tá, ao me convencer disso, tentarei delinear :
Sentimentalismo - Ausência de razão. Presença constante de emoção, o que gera consequências imperceptíveis. Lembrando que não estou especificando caso algum, mas no âmbito afetivo, isso é bem mais notável. Talvez a idealização seja um "sintoma" dessa característica. Construir e cultivar sonhos, criar expectativas (principalmente). Atropelar princípios morais em busca desses sonhos. Não gostaria de dizer que os sentimentos torna o ser irracional, pois este vive em função do que é mais aguçado em si.
Racionalismo - O avesso do expressado acima, possívelmente. Usa mais da razão para se guiar em suas ações, a pessoa racional. Em determinadas ocasiões, costuma perder tempo pensando, o que poderia ser considerado uma "desvantagem". Por um outro lado, é calculista, possui maior visão por não estar completamente cego. Sabe bem dos seus objetivos, porém, reflete e repensa numerosas vezes antes de se chegar à uma conclusão.
É importante demais entender as pessoas que vivem ao nosso redor antes de sair julgando. Talvez, agrupá-las e classificá-las com diferentes atributos não seja o meio mais indicado, porém ajuda na compreensão de cada um. Somos todos uma caixinha de surpresa e ninguém é igual a ninguém. Mas quem sabe essas duas características não sejam um enfeito em comum que possuímos, né ?
terça-feira, 14 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Cárcere I
Prisioneiros nascemos, prisioneiros desfalecemos e, enfim, vamos desaparecer. E é nessa pluralidade toda - no universo do desfalecer - que sentimentalizamos. No final das contas não se tem opção : resta-nos aguardar um futuro igual daquele, mais calejado. Ou esperar pelo diferente ? Sustentar-se de fantasias ? É melhor, mas estou farto. Atado estou...
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Metamorfobia.
Sob a batuta da procrastinação, o conformismo só tem feito é crescer, perante uma sociedade que tem suas oportunidades cassadas cotidianamente pela tirania representada por uma minoria. Concomitante a esse fato, um grupo que constantemente vem lutando por igualdade conseguiu uma conquista recente nesse País : a união de casais homossexuais. Mais uma grande, significativa mudança para essa terra.
Mudanças. Mediante a mudanças, o mesmo público acomodado adora fazer a adorada crítica. É clichê : ninguém gosta de mudanças. Muda lá, muda acolá. Muda-se personalidade, modifica-se um modo de ser ou agir, fruto da própria luta da vida. A única a permanecer é a folgada da crítica. Duvidoso, não ? Pois é, mas é através dessa que se evolui.
Não há nada pior que crítica sedentária, aquela que não viveu, que não constrói. Sim, essa é a pior. Para criticar é necessário um conjunto de embasamentos éticos, sensatos e que podem ter a capacidade de convencer a qualquer um. Raras vezes desfruta-se disso.
Infelizmente o caminho menos doloroso é a escolha mais fácil, e por isso, tudo está sujeito a críticas. No "picadeiro" sob olhar de todos.
Egocêntricamente, chega-se a conclusão que aquela mudança não foi bom pra si, sendo que fulanos necessitam daquilo. Prematuramente, julga-se errado. Não há compreensão. Porém, ratifico : mudar é necessário. Apostar, viver. Talvez viver por outros, se preciso. Evoluir...
Por que mudança acontece sempre. É essência de um ser, mora na ambição. É constante. Ser dinâmico é necessário. Senão a vida come depois.
domingo, 6 de março de 2011
Espinhos.
Não vale ! Não vale apenas demonstrar que nada acontece e camuflar-se com essas pétalas,achando que pode enganar a quem lhe vislumbra. No fundo,no fundo há um incômodo. Um espinho ? Talvez. Cutuca,espeta,machuca,mas ainda preserva a beleza externa,baseada não só na beleza como no orgulho de uma rosa que não,não murcha.
Incompreensível,essa postura. Do que adianta ? A dor que lhe tortura é aliviada com 'toda essa pose de princesa' ? Engana-te,pois o paradoxo permitirá que murches de dentro para fora.
Ceda,viva,flexibilize-se. Não há cura,mas um dia,esses espinhos que lhe atormentam podem vir a quebrar. Com simples atitudes,apenas.
Portanto,apenas viva. Viva...
sexta-feira, 4 de março de 2011
Gerações,conspirações..
Em todo canto,onde há qualquer sinal de vida virtual,nota-se algum foco de insatisfação a respeito da nova geração. "Nova geração ? Como assim ?!". Não se trata apenas da pessoa de roupa fluorescente na esquina,ou a música desagradável que toca na rádio. Talvez,isso seria apenas parte dela,mas uma andorinha só não faz verão.
O ser humano em conjunto evolui,adquirindo novos modos de agir e pensar. Cada simples ato influencia o ser humano,causando um impacto diferente em cada um,e isso se responsabiliza por amadurecer opiniões e construir uma personalidade diferente em cada alma. O resultado é uma ramificação de distintas formas de pensar e expressar.
A dúvida é : será que seríamos capazes de deixar um legado positivo para as gerações subsequentes ?
Acontece é que,se for parar refletir dessa forma,temos um excelente legado. No entanto,péssimos herdeiros,que abdicaram de uma cultura consistente e uma maneira conveniente de viver. Como ?! Talvez uma dinâmica repadronização dos gostos,gerado pelo mercado e por aquela lendária necessidade de extrair lucro de tudo que for possível.
Possívelmente pode ser essa a resposta. Por que não ? Mas aí,chegaríamos num ponto conspiratório,em que o nosso comportamento estaria sendo manipulado pelo sistema que nos rege,mas aí é muita polêmica,meu deus. Perdoe-me a viagem.
De todo modo,não adianta sair colocando a culpa em x,y ou z. Há vítimas em todos os lados,como em diferentes casos. Problema é que não há santos altruístas capazes de perceber e refletir à respeito disso.
Todo esse disse-que-disse já cansou. E prometo que nunca mais começo texto num dia e termino semanas depois.
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